Fredson Navarro ilumina gerações com “O Vagalume” e reafirma trajetória na coluna social sergipana

Por Geo D’Anjos

GIRO FAMA | os bastidores do poder e da fama

abril 27, 2026

No Dia do Jornalista, encontro em Aracaju mistura memória, influência e legado — com um nome que atravessa décadas sem perder relevância

Por trás das luzes mais discretas do jornalismo sergipano, há profissionais que não apenas acompanham o tempo — eles ajudam a defini-lo. É nesse lugar que se posiciona Fredson Navarro, protagonista de uma noite que foi além de autógrafos e celebrou, com densidade rara, o valor da experiência no fazer jornalístico.

Na última terça-feira, 7 de abril, Dia do Jornalista, a sede da Central Única dos Trabalhadores, em Aracaju, recebeu o “Encontro de Gerações”, uma iniciativa que reuniu profissionais e estudantes em torno de uma pauta essencial: o que mudou — e o que permanece — na essência do jornalismo. Foi nesse cenário que Navarro apresentou seu livro O Vagalume – 20 anos de entrevistas e memórias do menino que virou jornalista, consolidando um momento que carrega mais do que simbolismo — carrega história.

O gesto de destinar a venda dos exemplares ao Sindicato dos Jornalistas de Sergipe também reforça um traço que acompanha sua trajetória: o compromisso com a categoria e com a construção coletiva da profissão.

Mas há um ponto que, para além do evento, merece leitura mais atenta — e que esta coluna observa com lupa: o papel de Fredson Navarro na consolidação de uma das marcas mais tradicionais da comunicação sergipana.

Olho Vivo: a coluna que resistiu ao tempo — e encontrou voz

Dentro do jornal Cinform, poucas estruturas sobreviveram a tantas mudanças editoriais, de mercado e de formato como a coluna social Olho Vivo. E não é exagero dizer que, entre idas e vindas de editores, foi Fredson quem deu o tom definitivo.

Sob seu comando, a coluna deixou de ser apenas vitrine social para se tornar leitura estratégica — um espaço onde bastidores, conexões e narrativas se encontram com inteligência editorial. Em tempos de transformação digital e esvaziamento de formatos tradicionais, manter relevância não é detalhe. É construção.

E Navarro construiu.

Com olhar apurado e trânsito entre diferentes esferas — da política à cultura, da mídia ao institucional —, ele reposicionou o que significa fazer coluna social em Sergipe. Não se trata apenas de registrar presença, mas de interpretar contexto.

Um profissional multifacetado — dentro e fora da notícia

Formado em Comunicação Social pela Universidade Tiradentes, Fredson ampliou sua formação com passagens por instituições como a Universidade de São Paulo, além de especializações que acompanham a evolução da comunicação contemporânea.

Sua trajetória profissional percorre redações e plataformas que vão de TV Sergipe ao G1 Sergipe, passando por nomes nacionais como UOL e CBN. Hoje, atua como editor executivo na TV Atalaia, além de manter atuação institucional e empresarial à frente da Navarro Comunicação.

É nesse conjunto que se entende o “multifacetado” — não como adjetivo genérico, mas como definição concreta de quem transita com naturalidade entre diferentes linguagens, plataformas e responsabilidades.

O livro como extensão da trajetória

“O Vagalume” não é apenas um compilado de entrevistas ou memórias. É, sobretudo, um registro de bastidores — daqueles que não aparecem na manchete, mas que sustentam a narrativa.

Ao compartilhar histórias, encontros e aprendizados, Fredson também cumpre um papel silencioso, porém essencial: o de ponte entre gerações. Em um mercado que se reinventa a cada ciclo, essa transferência de experiência se torna ativo raro.

O OLHAR DO DIA

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